15 November 2006

Férias Geladas - Parte 5 - Toronto & NY

Após voltarmos de Montreal, Eduardo tirou um day off pra poder mostrar um pouco mais de Toronto pra gente. Fomos conhecer a Casa Loma, Kensigton Market, Chinatown e Young Street. Lá no Kensigton Market almoçamos nas "Empanadas" chilenas, onde eu comi uma pamonha bem diferente e muito da gostosa. Ela era feita de milho com cebola e manjericão ... hummm deliciosa! Os meninos foram na tradicional empanadas que também não decepcionou.
Ainda em Toronto, também fomos com Katarine comer o famoso cachorro quente e poutine em frente ao City Hall. Pra falar a verdade, sou mais a poutine da New York Fries que comemos no primeiro dia em Toronto, mas pelo menos fomos lá pra dizer que comemos. Para quem não sabe, poutine é uma batata frita com um molho parecido com BBQ e com um queijo que parece queijo coalho. Dizem que essa é a comida típica de Toronto, já que lá tem tanto estrangeiro que a culinária não tem identidade própria.
Antes de sairmos de Maputo, Zé tinha pego umas dicas de cervejas com um amigo Canadense, o Victor, e lá em Toronto ele e Eduardo resolveram sair pra comprar uma cerveja de cada tipo para fazer uma noite de degustação de cerva Canadense. O resultado dessa noite foi muita latinha e garrafa vazia e dois "alegres" fazendo análise de cenas do filme "O poderoso Chefão". Eu e Raquel terminamos indo dormir e deixamos os dois lá na companhia do Don Corleone.
Bem, passados esses dias era hora de viajar pra NY.
Saímos de Toronto de carro até Buffalo nos EUA onde iríamos pegar nosso vôo pra NY. A passagem pela fronteira americana foi tranquila e o vôo pra NY também, mas a revista no aeroporto é um saco. Uma dica impotante: Quem for aos EUA não vá com meia furada pra não passar vergonha! Heheheh! Até o sapado temos que tirar pra passar no raio X pode?!
Chegamos em NY já de madrugada e fomos pegar o metrô do aeroporto JFK até Manhattan onde era o nosso hotel.
O metrô de NY é bem acabadinho, pelo menos essa linha que ía do aeroporto até Manhattan era bem derrubex. Em comparação com o metrô de São Paulo, nenhum dos que andamos no Canada e EUA chegam aos pés.
No meio da madrugada, o metrô tava cheio de doido e mendigos. Alí mesmo já tivemos a visão da obesidade americana, quase todos os que estavam no metrô naquela hora eram bem gordos. Olha aí o resultado do junk food americano.
Chegamos em Manhattan e saímos andando alguns quarteirões até o hotel. O metrô de NY, pra quem nunca andou, é bem chato de entender as ligações e linhas, mas depois que você acostuma fica fácil. De qualquer forma, o mapa das linhas é sempre necessário. Com o metrô se chega a praticamente qualquer lugar de Manhattan e outros bairros de NY e você não precisa de nenhum outro meio de transporte pra conhecer os principais pontos turísticos de lá.
No dia seguinte começou nossa maratona por NY onde o primeiro pit stop foi para tomar um café da manhã reforçado no "quase desconhecido famoso" Big Nicks. Esse lugar estava indicado como sendo o melhor French Toast de NY e Eduardo e Raquel já haviam dado nota 10 na última viagem deles pra lá. Nota 10 mesmo heim!
De lá fomos conhecer o Central Park com uma passadinha pela frente do Dakota Building, onde John Lennon foi assassinado e onde Yoko Hono continua morando.
Passamos algumas horas alí dentro do Central Park que é gigante e muito massa! Fiz a festa fotografando! :)
Do Central Park fomos conhecer o Guggenheim, mas só deu pra fotografar por dentro, já que a faixada do prédio estava toda em reforma. Que pena!
Do Guggenheim fomos dar uma passada pela frente do Metropolitan e terminamos o dia com uma passeada pela 5 Avenida e Times Square com um jantar na Grand Central. Caramba, que estação linda e gigante!!
No sábado, fomos novamente para a 5 Avenida e eu e Raquel passamos um tempão dentro da loja da Disney montando um "Mister Potato Head". Esse mister potato era uma batada de brinquedo que você podia "rechear" com todos os acessórios que você conseguisse. Qualquer algoritmo de compactação como o "com jeitinho" ou o "na marra" era bem vindo. No final saímos de lá com a caixa da batata quase estourando e satisfeitíssimas. Eita criançada besta!
Demos uma passadinha pra conhcer a loja da Apple que tem uma caixa gigante de vidro com uma maçã vermelha dentro. A loja é bem high tech e lotadaaa de gente, ipod, computadores e acessórios. A vontade de comprar uma coisinha é sempre grande, mas saímos de lá sem levar nada!!
De lá fomos pro Metropolitan fazer um tour "the falsh", pois para conhecer aquele museu todo tem que gostar muito e ter muito tempo e paciência. Como eu, Zé e Raquel não somos ratos de museu, fizemos só um "highlights" e já estávamos satisfeitos. Ah, esqueci de dizer que enquando nós fizemos tudo isso naquele dia, Eduardo passou 6 horas dentro do Museu de História Natural e disse que não deu pra conhecer tudo! Nem Raquel se habilitou a ir com ele por já conhecer a fome de museu do marido. Eu tenho até pena dela se um dia eles forem para París conhecer o Louvre. Hahahahaha!!
Decidimos que íamos almoçar num restaurante cubano que vimos no guia, mas no caminho para o metrô, terminamos vencidos pela beleza dos doces de uma delicatessen que encontramos. Hummm cada delícia de babar!! Terminamos comendo por lá mesmo.
A noite fomos a um restaurante com música ou vivo em um basement e foi bem legal.
Ah, combinamos que no domingo tínhamos que acordar cedo pra tentarmos assitir uma missa no Harlem. Sabe aquele filme "Mudança de Hábito" com Whoopi Goldberg onde ela se passava por freira e tinha uns corais de música Gospel nas igrejas? Pois é? O prometido nessa missa era ver coisa desse tipo.
Acordamos cedo e fomos pegar o metrô, só que ao chegar no lugar ... uma fila de dobrava quarteirão. Chegamos as 7:40 para assistir a missa das 9:00 e pensávamos que tínhamos chegado cedo! Acho que todos os turista de NY resolveram fazer o mesmo programa que nós. Ficamos alí na fila morrendo de frio e quando a fila parou de andar ficaram somente umas 10 pessoas na nossa frente. Já era!!! Não cabia mais ninguem na igreja!!! Que droga!!!
Ficamos alí pensando o que fazer, pois ainda tinha uma outra missa duas horas depois. Raquel foi a primeira a votar para irmos embora, mas terminou sendo voto vencido pois eu, Zé e Eduardo não queríamos perder a oportunidade de assistir a missa. 2 horas na fila e no frio, as pessoas começaram a se espremer pra ver se esquentava um pouquinho. Eu lembrei de Rodolfo contando a história do documentário dos pinguins que ele assitiu, onde os bichos se amontoavam pra ficarem aquecidos no meio do invernão. Pois éramos quase uns pinguins como esses! Heheheh!!!
Depois de quase congelar, conseguimos entrar pra assistir a missa e foi muito bom! Recomendo a quem for a NY ... é um bom programa!
Saímos da missa pra ir na BH fotos e vocês não acreditam no cúmulo da coincidência! Encontramos com Rafaela (amiga que trabalhou conosco em Maputo) bem na frente da loja e sem marcar nada com ela. Acredita?!! Que mundinho pequeno heim!! Encontrar alguém conhecido do nada no meio daquela cidade gigante!! Quem quiser fazer algo escondido tenha cuidado pois o mundo é um OVO!!!! Pra finalizar o dia fomos conhecer a Broklin Bridge e a noite fomos a um show de Afro-Cuba-Jazz no Birdland.
Na segunda-feira pela manhã fomos conhecer a Wall Street, o Touro de Bonze e a Estátua da Liberdade. Quando voltamos do ferry, tivemos que nos separar pois Raquel tinha que ir embora pra Toronto e Eduardo iría deixá-la no aeroporto. Eu e Zé fomos então conhecer o lugar do World Trade Center e andar pela Broklin Bridge. A sensação que dá naquele buraco do WTC é muito ruim. Eles fizeram um memorial com fotos do desastre, de sobreviventes, da destruição e do trabalho dos bombeiros. Cada imagem mais triste que a outra e todo mundo alí parado, calado e aquele ar de tristeza no ar. É uma sensação muito estranha! Realmente uma ferida aberta que talvez nunca cicatrize. As obras de construção da nova torre "Freedom Tower" já estão em andamento e no projeto, o lugar das duas torres será ocupado por duas piscinas com fontes representando os dois prédios destruídos.
Depois do WTC, fomos andar sobre a Broklin Bridge e terminamos o dia indo conhecer o Empire State onde tivemos direito até a uma revista anti-terror. Fizeram Zé ligar o notebook pra ver se não era bomba ou coisa do tipo. É ... depois de 11 de Setembro de 2001 aquele país não será mais o mesmo.
A maratona daquele dia nos matou! Chegamos no hotel acabados mas o dia ainda não tinha terminado. Naquela noite ainda tínhamos que ir assitir o Fantásma da Ópera na Broadway, e para quem diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar eu tenho a prova que cai! Adivinha quem encontramos lá?!! Quem?!! Rafaela é claro!!!
Eu até sabia que ela estava indo assitir ao show, mas nossos ingressos eram uma fila atrás da dela acredita!?
Na terça-feira fomos na tal da Century 21 onde tem muita coisa bem abaixo do preço normal de venda. Fizemos algumas compras lá e voltamos correndo pro hotel pra encontrar Eduardo e irmos pegar o vôo para Buffalo.
No aeroporto mais uma confusão com a tal "revista anti-terror". Nessa, Eduardo terminou perdendo até o perfume de Raquel que sem querer estava na mochila de mão e a mulher da revista que era tão grossa quanto sua cintirinha de pilão não deixou ele nem começar a explicar. Ela já foi com 5 pedras na mão pra cima de Eduardo que revidou com mais 5 ... imagina a confusão! ;)
Bem, depois de tudo conseguimos embarcar e chegar a Buffalo onde pegaríamos o carro para voltar a Toronto.



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