Mais Mergulho e Estresse na Ponta
Mais uma turma de mergulho na Ponta do Ouro. Dessa vez Carol, Tiago, Sérgio, Isabel, Maurício e Alessandro estavam indo para fazer a parte prática.
Zé como fez o curso a 1 ano não perdeu também a oportunidade de voltar para fazer mais mergulhos.
Saímos de Maputo na sexta-feira a noite para pegar o batelão do Catembe (balsa), mas chegando lá a balsa já estava lotada. Decidimos dar a volta na baía e ir por Boane, uns 60 km a mais.
No caminho para a Ponta Zé sempre quer testar o carro. Já faz 2 anos que ele vem testando mas ainda não cansou!
Eu sim já estava cansada e fui para a parte de trás do carro e lá estava eu deitada quando de repente ... Zé cai num buraco! $!@%#&?! Buraco não, aquilo era uma cratera! Pense numa dor! Meti a cabeça no teto do carro! Pensei que o carro tinha capotado pela força da lapada.
Alessandro, Sérgio e Bel que vinham logo atrás de nós disseram que viram toda a parte de baixo do carro. O carro virou quase 90 graus.
Depois dessa voltei pro banco da frente, coloquei o cinto e fui dando uma de general até a Ponta. Só assim para colocar limite nos testes de Zé.
Já chegando perto da ponta, o farol do carro ilumina um homem que aparece do meio do nada no meio do mato pedindo ajuda. Eu tomei um susto danado, pois a estrada é muito escura (não tem iluminação nenhum) e um homem aparecendo do nada as 11 horas da noite?! Meu instinto foi gritar para Zé não parar.
Só que daí Zé reconheceu que o cara alí pedindo ajuda era o Clint, o instrutor de mergulho deles.
Ele estava atolado a mais de 3 horas com a mulher, 3 filhos pequenos e a empregada no carro.
Nesse tempo todo não apareceu nenhum carro.
O problema é que existem dezenas de caminhos para a Ponta do Ouro. Vocês está em uma estradinha de areia quando de repente aparece na sua frente mais 4 estradas. Vocês escolhe uma delas e mais a frente tem mais 3 para escolher. E por aí vai! A sorte é que quase todas elas levam ao mesmo lugar ... a Ponta.
O mais fácil é sempre pegar as estradas da esquerda na ida e as da direita na volta que aí não tem muito o que errar.
Só que se 10 carros vão para a Ponta, cada um pode pegar um caminho diferente e não se cruzarem. Foi o que aconteceu com o Clint.
Por sorte dele, Zé errou um dos caminhos e não foi pela esquerda onde supostamente deveríamos passar por uma pequena vila. Ele pegou uma das estradas da direita e terminou chegando onde o Clint estava atolado.
Tentamos desatolar o carro dele puxando com o nosso mas não deu muito certo. Foi aí que chegou um Land Rover super potente com uma corda mais potente ainda e conseguiu tirar o Clint do atoleiro.
Quando chegamos na Ponta já era quase meia-noite e fomos organizar as coisas para dormir. Na hora de forrar as camas encontramos um monte de barata debaixo do colchão, mais baratas na cozinha e mais ainda andando pelo meio da sala.
Tivemos que abandonar o nosso quarto e ir dormir no de Sabrina e Maurício onde a população de baratas era mais reduzida. Ecaaaa!!!!
No sábado pela manhã o pessoal fez o primeiro mergulho onde Tiago passou mal (Zé tirou até foto) e acho que foi isso afetou um pouco seu cérebro pois ele chegou com a seguinte conversa:
- Tiago: "Ohh vocês ouviram?"
- Pessoal: "O que?"
- Tiago: "Aquele barulho debaixo d'água. Não ouviram não? Os peixes conversando!! Muito louco!"
Muito louco estava era ele por sinal!
Se no primeiro mergulho já voltou assim, imagina como voltaría dos outros. :D
A tarde fizeram o segundo mergulho e em seguida um churrasquinho para comemorar. Primeiro dia de mergulho foi um sucesso, todos adoraram, com exceção de Carol que não fez nenhum mergulho pois estava com uma dor que nem conseguia respirar direito.
No domingo, os dois últimos mergulhos, almoço no Café Del Mar com direito a panqueca com sorvete antes de voltar para Maputo.
No caminho de volta encontramos um Chico atolado no meio de um areal com 4 gringos dentro.
Os caras estavam loucos, é impossível ir com um Chico ou qualquer carro não 4x4 para a Ponta, é atolar na certa!
Zé pegou a nossa corda e desatolamos os caras. Eles estavam indo para a fronteira da África do Sul encontrar um amigo e decidiram ir pela Ponta pois não tinham dinheiro para colocar gasolina se fossem por outro caminho mais longo.
Zé decidiu puxá-los até um lugar que não tivesse muita areia. Lá fui eu dirigindo e Zé gastando seu inglês com um dos caras pendurados no estepe do carro.
Teríamos que ter levado os caras até a vila para eles decidirem o que iríam fazer, mas Zé não, Zé quería levar os caras para o lado da fronteira. Nunca tínhamos ido para aquele lado, não sabíamos se tinha muito areal e para piorar não tínhamos avisado aos meninos que iríamos para lá.
Fomos andando,andando, andando e Zé dizendo:
- "Só mais um pouquinho Cynthia, só mais um pouquinho ..."
O tempo passando e o areal só piorando e piorando. Chegamos a atolar o nosso carro duas vezes e as coisas parecíam só piorar no horizonte. Eu já estava de saco cheio pois estávamos puxando aquele carro a mais de 1 hora e nada de chegar em um lugar para deixarmos eles e voltarmos para encontrar os meninos.
Foi quando estourei e dei um escândalo dentro do carro. Chega! Para mim era o limite da boa vontade! Não sou Madre Tereza não!
Estávamos em um areal no meio do nada, no escuro, com os dois celulares sem bateria e sem ninguém saber onde estávamos. Se atolássemos alí sabe-se lá quando alguém iría aparecer já que quase ninguém vai para a fronteira por alí (Dava para ver pela estrada que não tinha sinal de marca recente de carro).
Levamos os caras até um pouquinho mais a frente e voltamos. Eu já estava com os nervos a flôr da pele e morrendo de medo de atolar naquela escuridão.
Uns 20 minutos depois encontramos os meninos que já tinham ido e voltado para a vila umas duas vezes nos procurando e sem nos achar. Eles todos preocupados! É F...!
Seguimos viagem para Maputo onde ainda tivemos que esperar umas duas horas para pegar o batelão do Catembe para voltar para casa.
Chegamos em Maputo quase meia-noite.
No dia seguinte, os gringos mandam um SMS dizendo que tinham conseguido chegar na África do Sul sem maiores problemas com o carro. Puxamos eles por tanto tempo que eles estavam a 5 min da fronteira.
Depois desse estresse todo a próxima viagem para a Ponta só quando eu esquecer bem aquele areal.
Saímos de Maputo na sexta-feira a noite para pegar o batelão do Catembe (balsa), mas chegando lá a balsa já estava lotada. Decidimos dar a volta na baía e ir por Boane, uns 60 km a mais.
No caminho para a Ponta Zé sempre quer testar o carro. Já faz 2 anos que ele vem testando mas ainda não cansou!
Eu sim já estava cansada e fui para a parte de trás do carro e lá estava eu deitada quando de repente ... Zé cai num buraco! $!@%#&?! Buraco não, aquilo era uma cratera! Pense numa dor! Meti a cabeça no teto do carro! Pensei que o carro tinha capotado pela força da lapada.
Alessandro, Sérgio e Bel que vinham logo atrás de nós disseram que viram toda a parte de baixo do carro. O carro virou quase 90 graus.
Depois dessa voltei pro banco da frente, coloquei o cinto e fui dando uma de general até a Ponta. Só assim para colocar limite nos testes de Zé.
Já chegando perto da ponta, o farol do carro ilumina um homem que aparece do meio do nada no meio do mato pedindo ajuda. Eu tomei um susto danado, pois a estrada é muito escura (não tem iluminação nenhum) e um homem aparecendo do nada as 11 horas da noite?! Meu instinto foi gritar para Zé não parar.
Só que daí Zé reconheceu que o cara alí pedindo ajuda era o Clint, o instrutor de mergulho deles.
Ele estava atolado a mais de 3 horas com a mulher, 3 filhos pequenos e a empregada no carro.
Nesse tempo todo não apareceu nenhum carro.
O problema é que existem dezenas de caminhos para a Ponta do Ouro. Vocês está em uma estradinha de areia quando de repente aparece na sua frente mais 4 estradas. Vocês escolhe uma delas e mais a frente tem mais 3 para escolher. E por aí vai! A sorte é que quase todas elas levam ao mesmo lugar ... a Ponta.
O mais fácil é sempre pegar as estradas da esquerda na ida e as da direita na volta que aí não tem muito o que errar.
Só que se 10 carros vão para a Ponta, cada um pode pegar um caminho diferente e não se cruzarem. Foi o que aconteceu com o Clint.
Por sorte dele, Zé errou um dos caminhos e não foi pela esquerda onde supostamente deveríamos passar por uma pequena vila. Ele pegou uma das estradas da direita e terminou chegando onde o Clint estava atolado.
Tentamos desatolar o carro dele puxando com o nosso mas não deu muito certo. Foi aí que chegou um Land Rover super potente com uma corda mais potente ainda e conseguiu tirar o Clint do atoleiro.
Desatolando o Clint
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Quando chegamos na Ponta já era quase meia-noite e fomos organizar as coisas para dormir. Na hora de forrar as camas encontramos um monte de barata debaixo do colchão, mais baratas na cozinha e mais ainda andando pelo meio da sala.
Tivemos que abandonar o nosso quarto e ir dormir no de Sabrina e Maurício onde a população de baratas era mais reduzida. Ecaaaa!!!!
No sábado pela manhã o pessoal fez o primeiro mergulho onde Tiago passou mal (Zé tirou até foto) e acho que foi isso afetou um pouco seu cérebro pois ele chegou com a seguinte conversa:
- Tiago: "Ohh vocês ouviram?"
- Pessoal: "O que?"
- Tiago: "Aquele barulho debaixo d'água. Não ouviram não? Os peixes conversando!! Muito louco!"
Muito louco estava era ele por sinal!
Se no primeiro mergulho já voltou assim, imagina como voltaría dos outros. :D
A tarde fizeram o segundo mergulho e em seguida um churrasquinho para comemorar. Primeiro dia de mergulho foi um sucesso, todos adoraram, com exceção de Carol que não fez nenhum mergulho pois estava com uma dor que nem conseguia respirar direito.
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No domingo, os dois últimos mergulhos, almoço no Café Del Mar com direito a panqueca com sorvete antes de voltar para Maputo.
No caminho de volta encontramos um Chico atolado no meio de um areal com 4 gringos dentro.
Os caras estavam loucos, é impossível ir com um Chico ou qualquer carro não 4x4 para a Ponta, é atolar na certa!
Zé pegou a nossa corda e desatolamos os caras. Eles estavam indo para a fronteira da África do Sul encontrar um amigo e decidiram ir pela Ponta pois não tinham dinheiro para colocar gasolina se fossem por outro caminho mais longo.
Zé decidiu puxá-los até um lugar que não tivesse muita areia. Lá fui eu dirigindo e Zé gastando seu inglês com um dos caras pendurados no estepe do carro.
Teríamos que ter levado os caras até a vila para eles decidirem o que iríam fazer, mas Zé não, Zé quería levar os caras para o lado da fronteira. Nunca tínhamos ido para aquele lado, não sabíamos se tinha muito areal e para piorar não tínhamos avisado aos meninos que iríamos para lá.
Fomos andando,andando, andando e Zé dizendo:
- "Só mais um pouquinho Cynthia, só mais um pouquinho ..."
O tempo passando e o areal só piorando e piorando. Chegamos a atolar o nosso carro duas vezes e as coisas parecíam só piorar no horizonte. Eu já estava de saco cheio pois estávamos puxando aquele carro a mais de 1 hora e nada de chegar em um lugar para deixarmos eles e voltarmos para encontrar os meninos.
Foi quando estourei e dei um escândalo dentro do carro. Chega! Para mim era o limite da boa vontade! Não sou Madre Tereza não!
Estávamos em um areal no meio do nada, no escuro, com os dois celulares sem bateria e sem ninguém saber onde estávamos. Se atolássemos alí sabe-se lá quando alguém iría aparecer já que quase ninguém vai para a fronteira por alí (Dava para ver pela estrada que não tinha sinal de marca recente de carro).
Levamos os caras até um pouquinho mais a frente e voltamos. Eu já estava com os nervos a flôr da pele e morrendo de medo de atolar naquela escuridão.
Uns 20 minutos depois encontramos os meninos que já tinham ido e voltado para a vila umas duas vezes nos procurando e sem nos achar. Eles todos preocupados! É F...!
Seguimos viagem para Maputo onde ainda tivemos que esperar umas duas horas para pegar o batelão do Catembe para voltar para casa.
Chegamos em Maputo quase meia-noite.
No dia seguinte, os gringos mandam um SMS dizendo que tinham conseguido chegar na África do Sul sem maiores problemas com o carro. Puxamos eles por tanto tempo que eles estavam a 5 min da fronteira.
Depois desse estresse todo a próxima viagem para a Ponta só quando eu esquecer bem aquele areal.























4 comments:
olá,
stou escrevendo uma matérias sobre brasileiros na África. Achei o Blog de vcs o MÁXIMO:)))))
Vcs poderis me fornecer uma entrevista?
Obrigada,
Isis Neves-Müller
olá,
stou escrevendo uma matérias sobre brasileiros na África. Achei o Blog de vcs o MÁXIMO:)))))
Vcs poderis me fornecer uma entrevista?
Obrigada,
Isis Neves-Müller
olá,
stou escrevendo uma matérias sobre brasileiros na África. Achei o Blog de vcs o MÁXIMO:)))))
Vcs poderis me fornecer uma entrevista?
Obrigada,
Isis Neves-Müller
Oi Isis,
Deixa seu email que entro em contato.
Cynthia
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