Feriadão de 7 de setembro e mais uma viagem esquematizada. Destino ... Suazilândia!
Nunca ouviu falar não? Esquente não pois eu também nunca tinha ouvido falar antes de vir morar em Maputo! :D
A
Suazilandia, Swazi para os íntimos, é um país bem pequeno situado praticamente dentro da África do Sul, mas fazendo também fronteira com Moçambique. Um país bem pequeno onde o rei Mswati III vive com suas várias mulheres. Em 2005 casou com a 13ª que foi escolhida num ritual de dança. Acha que 13 é muito? Ihhh! Isso porque você não viu o pai dele. O rei Sobhuza II teve ao todo 70 mulheres. Não é mentira não!
Pode conferir!Bem, vamos deixar o rei e seu harém de lado e vamos contar um pouco como foi nossa viagem.
Os viajantes: Eu , Zé Ricardo, Carol, Tiago, Matheus, Bel, Sérgio, Sabrina e Maurício.

Saímos cedo de Maputo na sexta-feira (dia 7) em direção a fronteira com a Swazi que comparada com a da África do Sul é um paraíso. Ninguém na fila e a fronteira era basicamente nossa. Só em pensar em como estaría a fronteira com a África do Sul naquele dia já dava desespero. Não desejo aquela fronteira nem para meu maior inimigo! (Já cheguei a passar mais de 2 horas lá tentando atravessar)
Passamos rapidinho e em menos de 30 minutos já estávamos na Swazi indo em direção a Manzini, uma das duas maiores cidades de lá.
Poucos mais de 30 km a frente passávamos pelo Hilane Park quando de repente ... gritos desesperados ... "Leoaaaaaa!!!" Eu e Sérgio vimos uma leoa do lado da estrada!!
Tudo bem que ele estava do lado de dentro da cerca do parque, mas já era uma maravilha. Demos a volta com o carro e tiramos algumas fotos para depois seguir viagem.
Maurício estava tão apressado que nem viu, mas essa sua pressa lhe custou mais a frente 60 rands de multa por excesso de velocidade.
Poxa, 60 rands é menos de 20 reais! Que multa barata da gota! Eu heim! Quem quiser pisar é só vir pra Swazi que é baratinho infringir a lei de trânsito. Heheheh! Brincadeira!
Nosso primeiro destino foi a fábrica de velas da
Swazi Candles onde vimos o processo de fabricação e gastamos alguns rands. Saímos de lá com tanta vela que parecíamos um bando de macumbeiros.
Variedade da velas
Processo de fabricação das velas
Feira de artesanatos em frente a fábrica de velas
Da fábrica de velas para a fábrica de vidros
Ngwenya Glass que fica perto da fronteira com a África do Sul. A Swazi é tão pequena que em menos de duas horas você atravessa o país de ponta a ponta na maior distância.
Na fábrica de vidros mais alguns rands se perderam já que ninguém saiu de mãos abanando. Cada coisa linda!
Passamos pela capital Mbambane e por Manzini, as duas maiores cidades do país, e achamos tudo muito bonito e organizado, bem diferente da outra vez que passamos pela Swazi. Dessa vez o país subiu no nosso conceito.
A quase um ano e meio quando fomos para Durban cortamos caminho pela Swazi mas achamos tudo muito sem graça. Nenhuma cidade pelo caminho e só vaca pela estrada.
Por sinal, vaca é o que mais tem na Swazi. Como Tiago mesmo falou, a Swazi é um grande pasto.
É tanta vaca que temos que ter o maior cuidado para não atropelar uma e causar um acidente.
Olha aí uma delas! Deu a maior chifrada nesse carro da frente. Olha só o perigo!

Ainda era começo da tarde quando saímos em direção ao Mantenga Cultural Village onde assistimos uma apresentação de dança local, conhecemos a forma original de vida em tribos Swazi e visitamos uma cachoeira.
Apresentação de dança no Mantenga Cultural Village
Algumas curiosidades sobre a vida tribal dos Swazi:
- O homem pode ter quantas mulheres quiser desde que tenha como pagar 17 vacas ao pai de cada uma delas
- Cada mulher possui 3 cabanas, 1 para cozinhar, outra para dormir e outra para fazer cerveja.
- O mais velho da tribo sempre fuma uma maria juana num lugarzinho especial para se inspirar e visualizar onde encontrar animais para caça.
Na verdade esse povo só come, dorme, bebe e fuma uma maconhazinha! :D
Depois de entender um pouco da vida deles fomos conhecer uma cachoeira e por fim comemos um hamburguer com a ameaça constante de uma dezena de macacos que pareciam armar um plano para roubar nossa comida.
Na hora de pedir a conta Sérgio lança mão de uma "Bring the check pra gente"
Eita!! Está andando muito com Tiago! Hehehehe
Poxa, depois de quase conhecer a Swazi toda em um único dia nós estávamos mortos e ainda tínhamos que ir para o hotel que ficava a 25 km de Mbambane. Na verdade isso é o que dizia a primeira placa pois depois de andar os tais 25 km e sem chegar no destino, encontramos uma outra placa de +6km. @#R$#%!!!
No hotel o jantar (incluso) era francês, principalmente no tamanho do prato pois cabia quase tudo numa única colher. Ainda bem que podia pedir um segundo prato, e melhor ... repetir a sobremesa. Hummmm! Comida muito boa!
Naquela noite Tiago ficou com Matheus até Carol jantar e quando chegou pediu um pigg para jantar. É .. Pigg mesmo! Quase morremos de rir com a gafe dele.
Depois do jantar os meninos foram jogar ping-pong e Sérgio deu uma surra nos meninos. O negócio estava tão feio que até as cortinas da sala de jogos eles derrubaram com as raquetadas.
No sábado a programação era andar de cavalo, fazer
Quad Bike e
Paraglide.
No passeio de cavalo só eu, Sabrina, Carol e Tiago que fomos. Eu no cavalo Baiano, não sei porque o nome :), Carol puxada pelo tratador e Sabrina e Tiago apostando corrida nos cavalos mais afoitos. Foi numa dessa que o cavalo derrubou Tiago e desembestou para dentro da floresta de pinheiro. E lá foi Tiago atrás do cavalo. Ele com um medo danado de cobra, decidiu correr pois se alguma cobra aparecesse, ele já estaría longe quando ela desse o bote! Além de correr das cobras tinha também que correr atrás do cavalo que estava doido.
Ficamos uma meia hora gritando na mata e nada de Tiago. Já estava todo mundo preocupado quando ele aparece do outro lado da estrada puxando o cavalo doido de volta. Pense num esporro que ele levou do tratador e de Carol! Uiaaa!!! Que mêdaaa!!
Passeio de cavalo
Todos vivos e sem maiores sequelas, era hora de ir para Pigs Peak fazer mais duas aventuras ... Quad Bike e Paraglide.
Depois e andar um monte, chegamos no suposto local das aventuras. O lugar era esquisito, uma fazendinha no meio do nada onde fomos recebidos por 4 cachorros gigantes e um dono mais esquisito ainda. O cara era tão estranho que o pessoal ficou com medo de saltar de Paraglide com ele. O cara tinha mais cara de suicida do que de instrutor de salto.
Os meninos pegaram logo os Quab Bickes para andar e na volta nós assumimos. Mas vou te falar ... as mulheres deram de 10! Enquanto os homens demoraram pelo menos 10 minutos aprendendo a dirigir o troço, nós pegamos e já desembestamos deixando os homens no chinelo. Pense numa paisagem linda e um passeio maravilhoso!
A vista do lugar era fantástica!!
Para sorte dos meninos o tempo não estava bom para "paraglidar", tinha muito vento, daí o cara abortou a aventura. Ufa!!
Acabava alí a nossa tarde de aventuras!
Chegamos no hotel detonados e imundos. Era tanda sujeira que para tirar a terra do cabelo só duas mãos de xampu. Era muita terra!!
No domingo era hora de pagar a conta do hotel e Zé quase foi fuzilado no paredão. Ele se atrapalhou na hora de reservar o hotel achando que o preço era por quarto mas no final era por pessoal! Olha a facaaaaa!!!!!!
Café da manhã e com jantar francês incluso? ... Tava bom demais pra ser verdade! Mas mesmo assim valeu pois foi tudo muito bom!
Na volta para Maputo paramos no Hilane Park para conhecer (aquele que vimos a leoa).
O parque pequeno, com a vegetação muito seca e poucos bichos.
Fomos dar uma andada com nossos carros para depois fazer um passeio com guia para tentar ver o leões.
O parque era dividido em duas partes cercadas, uma com os carnívoros e outra só com herbívoros. Acho que sei o motivo! É tão pouco bicho que se juntar os leões alí, em 1 dia eles comem tudo :)
Em um dos portões que Zé teve que abrir no passeio, ele viu um leopardo do outro lado da cerca dos carnívoros. Imagine o desespero pra ver esse leopardo já que nunca vimos um no Kruger.
Mais tinha um pequeno problema ... não tínhamos como passar para o lado dos carnívoros. Para fazer isso só pagando o passeio com o guia que estava programado para mais tarde. Não podíamos esperar ... muito menos o leopardo!
Foi quando vimos do lado da cerca uma caminho de mato picado. Não deu outra, descemos do carro, arrancamos os matos do caminho e enfiamos o carro. Sérgio dirigindo o carro do lado da cerca e Zé descendo de 1/2 em 1/2 metro para quebrar mato e arrancar espinho até conseguirmos chegar perto do leopardo. Numa dessas eu ouvi um barulho e gritei "Zée!!! Vem logo que o bicho está respirando forte". Sérgio e Bel cairam na gargalhada!
Enfim chegamos do lado do bicho! PQP ... muito lindo!!! Era só click, click, click ... click! Sérgio chegou até a bater meu récorde de fotos por segundo! Hehehe
Na hora de voltar, passa pelo portão um carro de safari ... e nós alí fazendo coisa proibida! Não sei se o cara nos viu, só sei que não parou e não levamos nenhuma advertência.
Tiago e Maurício quem tinham se perdido de nós, não acreditaram quando contamos o que fizemos e vimos. Pra isso que serve foto ... pra fazer inveja aos outros! :D
Voltamos para pegar o carro do Safari e tentar achar finalmente os leões. Zé foi na frente com o guia e era sempre ele que descia para abrir os portões. Sempre com um facão na mão querendo dar uma de Lampião e checando tudo para ver se não tinha nenhum leão faminto por perto. Pela "abundância" de vida naquele parque era bem possível.
Depois de andar muitoooo e não ver praticamente nadaaaa na área dos herbívoros era hora de ir para "o outro lado"
Mais uma vez Zé desceu com seu facão para abrir um portão, só que dessa vez era "O portão".
Não demorou muito para que efim encontrássemos o que queríamos ... a leãozada!
Os leões todos lá deitadões, na verdade várias leoas e 1 único leão.
Virou zona o carro do safari. Era Sabrina que gritava pra Maurício pedir pro guia acordar o leão (tem noção?), era Carol que gritava para Tiago baixar a rede de proteção por causa de Matheus, era Sérgio que mandava todo mundo calar a boca ...
A confusão comendo solta quando do nada o leão levanta ... chega por trás da leoa ... e Tchum! Aí que a confusão e a barulheira piorou! O guia só fazia rir.
PQP, nós alí com um bando de leões na frente e aquela gritaría sem noção!
Se eu fosse o leão além da leoa tinha comido também metade daqueles brasileiros barulhentos. Hehehehe!
Hilane Royal National Park
Todos satisfeitos com o final de semana supimpa ... era hora de voltar para Maputo.